domingo, 22 de novembro de 2015

Odeio estas noites em que a minha falta de auto-estima me consome e me tenta culpar por todas as vezes em que algo falhou na minha vida. É fácil pôr as culpas nos outros. É fácil dizer que eles é que não me mereciam, que eles é que estiveram mal, que eles é que cometeram erros comigo. Mas quando chega a altura de avaliar a situação, a minha fragilidade consome-me e diz-me “A culpa foi tua”. E a verdade é que às vezes até acredito nisso.

Por melhor que eu aja, por mais boa pessoa que tente ser nunca ninguém corresponde àquilo que eu espero ter. Perdi a conta ao número de vezes que tive de me questionar “mas eu não mereço?”, sentindo uma injustiça tão grande. Porque é que alguém merece mais que eu? Por ser melhor pessoa? Por ter cometido menos erros? Por exigir menos?

Será por amar demais? Por sentir demais? Por pedir demais? Serei tão exigente para com os outros como sou para mim mesma? Não gosto de sentir que as pessoas sentem qualquer tipo de pressão da minha parte. Peço pouco, e o pouco que peço é demais. Ninguém tem o direito de nos fazer sentir valer menos do que aquilo que na realidade valemos. E eu não tinha o direito de exigir tanto de quem pode dar tão pouco…

Estou farta de ser temporária para as pessoas. Farta de sentir mais do que qualquer outra, de me magoar mais. Saboreio a plenitude de todos os sentimentos e nestas fases isso é o pior que me podia acontecer. Estou farta de ser frágil e que as pessoas pensem que não quebro se cair. Já quebrei vezes de mais e às vezes os cacos já teimam em colar.


Continuo pela madrugada fora avaliar que características me faltam para merecer tanto ou mais do que aquilo que dou. E não percebo. E não mereço. E adormeço… A pensar o que podia ter feito melhor, mas não fiz.

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