não sei bem até que ponto as coisas mudam. antes costumava pensar que o mundo dependia da mudança, das voltas de 180 graus que a vida dá. mas... quantas voltas são precisas para chegar onde quero?
admito que não queria mesmo nada ter que estar a escrever aqui. não tencionava ter que voltar a falar de algo que já me moveu tanto como os ventos movem o pólen das flores e o levam a pousar a km de distância daquilo a que chamavam "casa". mas a verdade é que me enganei, o mais redondamente possível. juro que acreditava que as coisas iam mudar - e chamem-me ingénua ou não - pensava sinceramente que eram para melhor. mas agora sinto-te tão distante como o céu está de mim, e custa. custa não poder voar para alcançar esse "céu" que à tanto tempo quero. custa pensar que estás a um degrau da meta e depois tropeças e cais 2. custa principalmente não te ter sabendo que já fiz tudo o que podia e não podia para te provar o quanto te amo.
estou tranquila e nada arrependida de todas as provas de amor que te dei. só tenho pena que não as possas ter compreendido, pena que o meu melhor não seja suficiente para ti. tenho até pena que só o meu amor não chegue, e que a tua falta de amor seja tanta.
mas ainda assim questiono o que é que teria mudado. o que é que te teria feito ficar comigo, como sempre quis. e realmente há algumas conclusões que consigo tirar no meio disto tudo. o que quer que "disto tudo" seja, porque eu já perdi a noção.
eu só queria poder recomeçar contigo, sabes? há tanta coisa que eu teria mudado e tu nem sabes. e o pior é saber que algumas dessas coisas teriam alterado tudo aquilo que se passou entre nós. melhor ou pior, as coisas nunca teriam chegado a este ponto, ou corrido desta maneira.
quem me dera que o tempo voltasse atrás (...)
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