segunda-feira, 25 de julho de 2011

é só mais um dia...

ontem á noite, no mundo dos lençóis, dei por mim a fazer contas ás minhas memórias e a chegar á conclusão de que hoje seria mais um daqueles dias, pelos motivos óbvios. acordei, olhei em volta e disse mais uma vez que não ia chorar, não ia pensar em ti, não ia ver fotografias, não ia escrever sobre ti, não ia ouvir músicas que me fizessem relembrar-te. mas isso não foi suficiente, nem nunca será! e assim, aqui estou eu, a pensar o quão estúpida sou, por acreditar que desta vez ia ser diferente, que hoje ia ser um dia como outro qualquer, e que não me iria lembrar do quanto me fazes falta.
passaram-se sete meses. sim, já passou imenso tempo. e o que fiz? continuei por aqui, como se ainda estivesse á tua procura, como se ainda não soubesse o teu paradeiro, como se não estivesses tão perto como estás. e é nestas alturas que me apetece sair de casa e ir a correr ter contigo, dizer-te tudo o que tenho para dizer e que só disse aqui mesmo, no meu blog, fazer-te entender que me és essencial e que sem ti não sou nada, fazer-te ver que só sei ser feliz contigo a meu lado. mas nunca o fiz. nem nunca hei-de fazer. e sabem porquê? porque sou fraca e não tenho coragem suficiente para aparecer á tua frente e perguntar-te se te lembras de quem eu sou, se te lembras daquilo que passámos, se te marquei tanto quanto tu me marcaste a mim.
tenho bem presente na memória os dias em que mais do que outro dia qualquer foste real, estiveste ali, fizeste-me sorrir mesmo sem saberes. e tenho na memória também os dias em que me afastava de todos para ir chorar sozinha, onde ninguém me pudesse ver e perguntar "o que se passa?" e fazer-me lembrar ainda mais do que realmente se passava. e é aqui que sei distinguir as pessoas a que chamo melhores amigos, porque essas sabem sempre o que se passa, o motivo das lágrimas cairem que nem loucas dos meus olhos. essas, agarram-se a mim e não dizem nada, porque sabem que quanto mais falarem, pior será. essas, mesmo querendo perguntar, calam-se e limitam-se a acalmar-me, para depois perguntar o que aconteceu realmente. e a essas tenho muito a agradecer, por saberem sempre a melhor maneira de me fazer sorrir em dias como estes.
mais uma vez, hoje não vai acontecer nada. é só mais um dia marcado pela tua ausência, pela minha falta de coragem, pela saudade que tu trazes e pelas minhas lágrimas. é só mais um dia em que não me apetece atender ninguém, por medo que perguntem se estou bem. é só mais um dia, que daqui a exactamente um mês será passado da mesma maneira. é só mais um dia, como todos os outros.


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