quarta-feira, 9 de março de 2011

a nossa história.

histórias como esta, são difíceis tanto de contar como de ouvir. há quem despreze, há quem não ligue, há quem ache que passa, há quem ache que não passa de mais uma invenção. bem, não vos posso impedir de ter uma opinião, mas posso-vos dizer que a mim esta história dá-me para chorar e que eu preferia que fosse uma invenção. é um romance (?) ou talvez um drama, não sei exactamente defenir. posso dizer que não tem um final feliz, ou talvez até tenha (?)... bem, depois vocês decidem...
tudo começou num local relativamente parecido com o paraíso, numa data que o tempo não consegue defenir. bem, talvez não seja mesmo uma espécie de paraíso para vocês, mas para mim era, provavelmente porque foi lá que tudo começou. mas também foi lá que tudo terminou, ou ficou a meio. fazia-me feliz, ou pelo menos na altura em que isto foi, eu estava feliz. como queiram. sinceramente não me lembro do dia ao qual posso chamar o dia mais feliz da minha vida. pode parecer estranho, mas na altura eu não tinha noção de que o facto de ter conhecido mais uma pessoa poderia vir a mudar a minha vida em todos os aspectos. mas foi exactamente o que aconteceu. alguém tinha conseguido mudar toda a minha vida para melhor, apenas por existir. continuando. o tempo foi passando, cada vez os laços entre nós eram mais fortes. eu estava realmente feliz.
um dia, sem saber muito bem se aquilo que eu estava a sentir era o correcto, apaixonei-me. e daí? mudou alguma coisa? não, não mudou, porque depois percebi que esse sentimento tinha começado no primeiro dia em que nos vimos. não sabia bem o que me esperava, mas não ia desistir enquanto não entendesse. o tempo continou a passar, com altos e baixos. era o teu último ano por aquelas bandas. e agora? não sei o que me deu na cabeça, mas nesse ano, em vez de me aproximar, afastei-me, ou pelo menos tentei. eu fugi. fugi várias vezes. mas por mais que eu tentasse escapar, não ia valer a pena.
o tempo contigo sempre passou depressa, mas aquele ano tinha sido diferente. tinha passado ainda mais depressa, e eu não sabia como. infelizmente, estavamos a viver a última (?) semana de uma grande amizade. estavas lá fora, acompanhado. eu ia aparecer e assustar-vos, mas houve uma frase que me fez paralizar e me incentivou a ouvir o resto da conversa. que cusca! secalhar foi isso que me fez lutar durante todo o tempo que veio depois, mesmo que não valesse a pena. finalmente apareci e perguntei: de que estavam a falar? "de nada". pois claro, era a resposta que eu menos queria ouvir, mas nem tudo o que queremos é aquilo que nos dão.
nos dias seguintes, dei por mim a pensar a toda a hora naquela frase um pouco desesperada, sem saber o que fazer. a melhor opção era ter falado, mas óbvio que a teimosia tinha que falar mais alto. eu tinha que ser do contra. a semana passou, e o que aconteceu depois? foste embora. pois. era de esperar. e eu sabia e não fiz nada. a culpa foi sem dúvida minha.
e agora, olho para trás e tenho pena, muita pena de não ter falado quando devia. já não posso voltar atrás, mas que estou arrependida, estou. mereci todas as lágrimas que chorei até hoje por tua causa, e tu não mereceste nem uma das palavras secas que te dei. eu aprendi.

i miss you.

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